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Comummente houvem-se
“queixumes” sobre a forte concorrência espanhola, a
“invasão” de empresas e de produtos espanhóis em
Portugal. Mas, muitos destes lamentos são vãos,
imponderados e não têm razão de ser, sobretudo num
momento em que a globalização é quase “lei”.
A solução não passa por
lamentações ou por reclamar apoios do Estado para fazer
face à maior concorrência, cujo perigo hoje não vem de
Espanha ou de outros países europeus, mas sim da Ásia,
nomeadamente da China. A solução está num maior
dinamismo empresarial, ou seja, num empreendorismo, na
criação de empresas dinâmicas e inovadoras, com maior
produtividade e capazes de competir num mercado global. Se
assim for, Portugal não terá que temer a concorrência
estrangeira, seja ela espanhola, francesa, italiana ou
mesmo chinesa.
Mas o
empreendorismo tarda em chegar a Portugal e as explicações
vão-se acumulando para justificar esta ausência. Será,
finalmente, 2007 o ano de viragem? Ou, a prioridade dada
pelo Governo à ciência, tecnologia e inovação, à
qualificação dos portugueses, vai de novo cair em
“saco roto”?
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