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Mesmo com uma reduzida dimensão, o nosso país apresenta
características naturais e culturais que o têm tornado
um importante destino turístico. Em 2002, Portugal
situou-se na 17ª posição no ranking1
mundial de destinos turísticos. Tendo em conta o
destaque de Espanha, na 2ª posição do referido ranking,
Portugal poderá tirar vantagens, pela proximidade, via
divulgação e promoção turísticas de base ibérica.
Apesar do relativo sucesso que Portugal apresenta no
turismo mundial, as estatísticas oficiais apontam para
uma importância muito reduzida deste sector na actividade
económica nacional, sendo que o VAB gerado pelo cluster
turismo – alojamento, restauração, agências de
viagens e transporte aéreo – representa 3.7% do total
do PIB (2003). Imprescindível é a operacionalização do
instrumento estatístico Conta Satélite do Turismo (INE),
produzindo dados de forma regular.
O facto de Agosto ser o mês de férias de eleição dos
europeus2 , o tipo de destino eleito ser o mar e os
principais critérios envolvidos na escolha do destino
serem o cenário, o clima e o interesse histórico, fazem
com que, se estes vectores forem devidamente explorados e
promovidos, possam vir a conferir a Portugal algumas
vantagens comparativas face aos restantes destinos turísticos.
O recente relatório da Comissão Estratégica dos Oceanos
e os objectivos traçados, sobretudo a promoção da marca
Portugal no país e no estrangeiro através da criação e
promoção de um produto turístico associado ao mar,
deverão permitir que Portugal se afirme no cenário turístico
mundial.
O turismo de negócios tem vindo a apresentar um relevante
sucesso no nosso país, destacando-se a cidade de Lisboa
como principal destino escolhido. Será necessária a adopção
de novas estratégias de promoção deste produto, de
forma a possibilitar que as principais cidades do país
elevem os níveis de atractividade à realização deste
tipo de eventos explorando o potencial de Lisboa.
Quanto ao golfe, pólo gerador de turismo, nomeadamente no
Algarve, existe um relevante potencial de crescimento,
dado o facto de os países com maior número de
praticantes da modalidade na Europa escolherem o nosso país
como destino preferencial.
A actividade termal, realizadas que foram alterações
legislativas e organizacionais (2004), deverá potenciar a
criação de uma diversidade de produtos turísticos
aliados a práticas de cuidados de saúde e terapêuticas
de bem-estar.
Aliado a novos segmentos, novos mercados devem surgir.
Apesar do forte peso dos turistas espanhóis no total de
turistas não residentes em Portugal, em média os hóspedes
originários de Espanha permanecem apenas 2.4 noites nos
estabelecimentos hoteleiros nacionais. Tendo em conta que
os turistas irlandeses, apesar do reduzido peso no total
de dormidas adquiridas nos estabelecimentos hoteleiros
portugueses permanecem, em média, 6.8 noites, poderá
admitir-se que este será o mercado para o qual Portugal
deverá direccionar a sua oferta turística.
Por todas as razões apresentadas, nos próximos anos, o
sector do turismo em Portugal poderá vir a ganhar uma
cada vez maior importância, tanto em termos da criação
de valor, como de emprego, como da própria promoção do
país. Esta situação poderá, juntamente com políticas
orientadas para a criação de riqueza e a prossecução
de um crescimento económico robusto e sustentado, do
aumento da produtividade, da consolidação das contas públicas
e da criação de emprego, impulsionar a economia,
melhorando o nível de vida da população para a média
da União Europeia, acelerando o processo de convergência
real.
1World
Tourism Organization.
2“The
European on Holidays”, Comissão Europeia.
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