GRANDES DESAFIOS 

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ARTIGO

 
 

Qualidade e inovação

Para responder mais eficazmente aos desafios colocados, quer a nível internacional, quer pela conjuntura interna, “a estratégia do sector da cortiça tem privilegiado as variáveis da qualidade, da investigação e inovação, verticalizando-se para garantir o controlo de toda a cadeia de valor e aproximando-se simultaneamente da matéria-prima e dos utilizadores finais”, afirma o director-geral da Associação Portuguesa da Cortiça (APCOR).

“O investimento total em modernização ascendeu,  nos últimos cinco anos, a 400 milhões de euros,  o que  permitiu posicionar a indústria portuguesa de cortiça como a mais moderna do mundo”, salienta Joaquim Lima.

De acordo com o director-geral da APCOR, o Estado, através dos seus programas POE e agora Prime, contribuiu para o desenvolvimento de um conjunto de programas de promoção do sector, com a participação activa do ICEP, dos quais se destacam a  Campanha Institucional da Cortiça - que permitiu a promoção deste produto nos mercados internacionais - cuja segunda fase está já em execução.

“Consideramos que é através de programas semelhantes aos que a APCOR tem desenvolvido que será possível aumentar progressivamente a competitividade do sector”, defende.

Foi também criada recentemente uma associação interprofissional –  Filcork – “que concretiza uma antiga aspiração da fileira no sentido de reunir na mesma entidade os representantes do estádio da produção e transformação”, afirma o dirigente.

 

Rolhas de cortiça resistem à concorrência do plástico

A tão falada ameaça de substituição gradual das rolhas de cortiça por vedantes de outros materiais, como o plástico, designadamente em alguns segmentos de mercado, não parece “assustar” Joaquim Lima, que se mostra confiante.

“No curto prazo temos muito trabalho para fazer. O desafio passa pela sensibilização de toda a indústria de cortiça para uma mudança cultural cada vez mais direccionada para o mercado e a sua satisfação. A evolução dos  vedantes alternativos  será apenas possível se a fileira da cortiça  ficar apática e não continuar a melhorar progressivamente como tem feito até então”.

“Os desafios são grandes, mas as oportunidades também”, acrescenta.

Há hoje um excesso de produção vinícola mundial face ao consumo, pelo que a pressão de preços para captar o mercado existente já se verifica nos mercados internacionais e a rolha de cortiça também vai ser objecto de pressão. Contudo, “com a emergência de novos  mercados e o aumento do consumo na América do Norte e Ásia, o mercado potencial da cortiça pode crescer de forma relevante”, defende o director-geral da APCOR.

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