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Portugal tem um património vitivinícola único, uma
selecção genética de castas particular e uma história
rica pontuada por casos de sucesso e por momentos de
estagnação e/ou crise, devidos a diversas ordens de razões.
Os indicadores e estudos mais recentes, nomeadamente os
Estudos de Michael Porter sobre o vinho português,
apontam a necessidade de uma maior internacionalização
do sector, sendo este um dos desafios principais que se
coloca no nosso sector em 2005.
Salvo raras excepções – como o caso do vinho do Porto
– o vinho português enferma de um défice de imagem e
prestígio internacional. Portugal, enquanto país, carece
também de uma imagem mais positiva e relevante, capaz de
alavancar e apoiar os produtos de origem «Portugal».
É fundamental criar uma imagem de qualidade consistente
(da vinha ao copo) e de diferenciação para os nossos
vinhos (com enfoque nas castas portuguesas), apoiada em
marcas fortes que se tornem relevantes juntos dos nossos
consumidores e parceiros de negócio.
É necessário compreender os desafios do mercado e as
suas necessidades para ter uma presença ganhadora e criar
oportunidades de negócio a médio e longo prazo.
É preciso criar um espaço para os nossos vinhos
internacionalmente e encorajar a tomada de medidas que os
tornem mais competitivos, incluindo a revisão de
regulamentação específica, actualmente penalizadora
para as regiões portuguesas vis-a-vis outros países
produtores no mundo.
Para ganhar competitividade, as empresas portuguesas
precisam de ser correctamente dimensionadas e estar cada
vez melhor equipadas. À semelhança de outros sectores,
nos vinhos é preciso cumprir expectativas simples como:
atingir e suplantar a qualidade esperada (factor crítico
tratando-se de produtos que fazem parte da alimentação
humana) e ser rápido e eficaz nos serviços prestados.
O mercado global actual não permite tempos de espera. O
mundo não vai esperar por Portugal e pelos seus vinhos,
razão pela qual profissionais qualificados e motivados são
um factor de sucesso.
É necessário apostar na formação global e específica
a todos os níveis (da viticultura ao marketing),
encorajar o contacto internacional sistemático, continuar
a pesquisa e fomentar a formação contínua.
Como país, é necessário fazer baixar gradualmente o défice
cultural global de Portugal e tornar o país mais
competitivo internacionalmente.
Mateus
& Sogrape em 2005
MATEUS é um caso de sucesso mundial, hoje presente em 125
países e estima-se que vendeu mais de um bilião de
garrafas em 60 anos de carreira ininterrupta.
Os mercados principais para MATEUS situam-se na Europa –
liderados pelo Reino Unido – mas a marca está presente
por todo o mundo, desde a Austrália ao Japão, EUA e
Brasil, entre muitos outros.
MATEUS mantém toda a sua relevância no portfólio de
marcas Sogrape, evidenciando uma progressão que configura
um futuro sólido como uma das grandes marcas estratégicas
da companhia, fundamental para o crescimento sustentado
que permitirá consubstanciar a ambição de posicionar a
Sogrape como um importante operador internacional de
vinhos.
Em 2005, MATEUS continuará a estratégia iniciada em 2002
de rejuvenescimento da marca, tornando-a cada vez mais
apelativa e relevante para um grupo de consumidores mais
novo, sem alienação da actual base de consumidores.
Em 2004, por exemplo, a Sogrape fez com MATEUS no Reino
Unido um investimento de comunicação que coloca a marca
entre os três maiores anunciantes de vinhos de mesa no país.
A campanha de publicidade – «MATEUS Rosé – Drink
Pink» – foi
lançada em Maio coincidindo com a abertura de uma das
maiores feiras de vinho do mundo (a International London
Wine Trade Fair) e prolongou-se até ao mês de Julho.
Dados recolhidos num estudo de pós-avaliação indicam
resultados muito positivos, sendo que MATEUS registou um
crescimento significativo de vendas, reforçou a relação
com os actuais consumidores e passou a integrar o reportório
de opções de bebidas de um público-alvo de consumidores
mais jovens (20-35 anos).
Igualmente, merece destaque GAZELA, a marca de vinho verde
que «sabe bem com a vida», que em 2004 foi relançada
com enorme sucesso, contribuindo de forma marcante para a
melhoria da percepção dos vinhos portugueses no mundo.
A título de exemplo recente, o Liquor Control Board of
Ontario - do Canadá elegeu GAZELA um dos 10 Best Buy
(Melhor Compra) na edição especial de Natal da sua
revista “Food & Drinks”, muito prestigiada no
sector. O poderoso monopólio canadiano seleccionou apenas
10 vinhos a nível mundial, destacando que GAZELA, com um
brilhante segundo lugar, suplantou vários vinhos
australianos, franceses e italianos, mais habituais nestas
tabelas.
Projectos como MATEUS e GAZELA, entre muitos outros,
entram em 2005 em momentos diferentes de implementação,
de acordo com uma estratégia global, integrada e
claramente definida pela Sogrape.
A nível da Sogrape, 2005 é um ano repleto de projectos
muito interessantes, em linha com o novo ciclo da empresa
e que vêm reforçar a sua relevância no sector, mas cuja
divulgação é ainda prematura.
Com os vinhos aprendemos a escolher o terreno e a casta, a
plantar com carinho e a cuidar, a colher no momento
exacto, a ter a paciência de ver o «projecto»
amadurecer antes de o apresentar em mercado.
Para satisfação e
orgulho de todos...
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