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O presidente da Comissão Europeia (CE), Durão Barroso,
apresentou no início deste mês em Bruxelas, a proposta
da CE de transformação da Estratégia de Lisboa na nova
Parceria para o Crescimento e o Emprego na União Europeia
(UE). Uma parceria que tem como objectivo criar seis milhões
de empregos e estimular o crescimento da UE em 3%, até
2010.
A CE quer assim dar um novo impulso à, também chamada,
Agenda de Lisboa, simplificando a versão inicial – cujo
objectivo, quando lançada em Lisboa em 2000, era de
tornar a economia europeia na mais competitiva do mundo até
2010 –, concentrando as prioridades e reforçando a
parceria entre os Estados-membros.
A revisão da estratégia vai ser debatida na cimeira
europeia de 22 e 23 de Março, em Bruxelas, e pretende
estimular o investimento e a investigação, direccionar
as ajudas de Estado, em primeiro lugar, para a inovação,
promover as tecnologias ambientais e apostar fortemente na
formação e valorização profissional.
Barroso propõe agora um Programa de Acção único para o
crescimento e emprego, adoptado por cada Governo e a nomeação
de um “Sr./Sra. Lisboa” em cada Executivo, para
coordenar a estratégia.
O Programa de Acção tem três objectivos estratégicos:
– tornar a Europa num lugar mais atraente para investir
e trabalhar; – inovação e conhecimento para o
crescimento;
– criar mais e melhores empregos.
A Comissão vai ter a responsabilidade de o lançar e
garantir a sua aplicação pelos Estados-membros.
A “nova” Agenda de Lisboa assume assim a modernização
da economia da UE para estimular o crescimento e o
emprego, e é mais “amiga” da competitividade.
O presidente da Comissão, Durão Barroso, garantiu, no
entanto, que a nova Parceria para o Crescimento e o
Emprego na UE não “esqueceu” os pilares do ambiente e
do social – a Estratégia de Lisboa, definida em 2000,
assentava em três pilares: Economia, Social e Ambiente
– afirmando que se está apenas a dar mais atenção àquele
que mais precisa, quando mais precisa – a Economia.
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