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Mostrando-se capaz de prolongar de maneira inovadora o seu
inigualável passado, a Universidade de Coimbra criou em
2001 uma instituição que é única à escala nacional: o
Instituto de Investigação Interdisciplinar, III (leia-se
"três is"). O III é uma nova unidade orgânica
(isto é, tem paridade com as Faculdades tradicionais) que
alberga quase todos os Centros de Investigação da
Universidade de Coimbra, funcionando como um
“guarda-chuva” protector dos trabalhos de investigação
e dos investigadores. Mais do que isso, o III procura
desenvolver o diálogo interdisciplinar, consolidando e
incrementando a produção de novos conhecimentos. De
facto, tirando o melhor partido das diferentes visões
disciplinares, a interdisciplinaridade revela-se hoje,
mais do que nunca, uma ideia imprescindível à descoberta
do mundo e à construção de futuro.
O III reúne cerca de 40 unidades de investigação, todas
elas avaliadas pela Fundação para a Ciência e
Tecnologia e que representam mais de 1.600 investigadores.
O seu trabalho engloba as áreas das Ciências Exactas e
Naturais, Tecnologias e Ciências Sociais e Humanas,
criando desta forma um notável conjunto de sinergias.
Os três programas interdisciplinares que se encontram em
curso mostram algum do potencial científico existente em
Coimbra: um foca as ciências biomédicas, outro as ciências
do ambiente e outro ainda a geografia e história
regionais. Outros programas estão em fase de planeamento
(nomeadamente em temas como novos materiais e
nanotecnologias, tecnologias da informação e comunicação,
etc.), o mesmo ocorrendo com acções de pós-graduação
em áreas interdisciplinares (ciência e sociedade, risco
e prevenção, etc.) e a instalação de laboratórios de
utilização comum (computação avançada, etc.).
A acção do III – que opera ainda na difusão da
cultura científica – é complementada pelo Gabinete de
Apoio às Transferências do Saber, vocacionado para a
dinamização do tecido empresarial a partir do
conhecimento gerado na Universidade.
O entendimento que temos
na Universidade de Coimbra sobre a investigação e a ligação
entre a Academia e a comunidade gerou já resultados bem
visíveis, com benefícios para a Universidade, as
empresas e o país. Este é, portanto, um caminho a
manter!
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