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O progresso do sector nacional de Telecomunicações é
evidente, bastando recordar o sucesso dos telemóveis
entre os portugueses. Nos últimos 15 anos, os serviços
de teledifusão, telefonia e transporte de dados
generalizaram-se e a liberalização do sector, com a
entrada de novos operadores a par com novas tecnologias,
aumentou o número de redes com benefícios para os
consumidores.
A política de Governo no sector das Telecomunicações
procura colocar o País entre os melhores quanto a
acessibilidade, penetração e qualidade de serviços.
Para tal, pretende dotar as telecomunicações de “redes
de comunicações mais avançadas, com serviços
inovadores e em modalidades que permitam o acesso
universal por parte das famílias e das empresas”. Com
esta estratégia, o Governo procura atingir elevados índices
de qualidade e “combater os fenómenos de info-exclusão”.
Plataformas lógicas avançadas e a generalização de
acesso de todos os serviços do Estado a redes de banda
larga são medidas previstas pelo Governo, ao mesmo tempo
que se incentiva o aparecimento de novos serviços sem
fios, como a televisão digital terrestre.
Com a transição para um regime de concorrência, os
serviços postais devem adaptar-se ao novo mercado,
oferecendo novas modalidades postais, assegurando a
qualidade e a universalidade dos serviços.
Chamadas de baixo custo
Num país com quase dez milhões de telemóveis activos,
vive-se agora uma nova fase nos serviços móveis, um dos
mais utilizados em Portugal: o aparecimento de operadoras
de baixo custo. À semelhança do que sucede noutras áreas,
também a rede móvel já dispõe de prestadoras de serviços
a preços reduzidos e com simplicidade de operações.
UZO e Rede4, da TMN e Sonae, respectivamente, lançaram
novos produtos de comunicação móvel no mês passado,
ambas com elevadas expectativas. Apesar do elevado número
de utilizadores de telemóveis, a UZO captou 15 mil adesões
em cinco dias e a Rede4, após uma hora do seu lançamento,
já tinha 920 aderentes. A oferta recai na simplicidade de
operações e em tarifárias atractivos, iguais para todas
as redes. Na UZO, que utiliza a rede GSM da TMN, as
chamadas custam 16 cêntimos por minuto (a tarifação é
feita de dez em dez segundos após o primeiro minuto) e
oito cêntimos por SMS, ao passo que na Rede4 o preço das
chamadas é de 11,99 cêntimos
por minuto (também facturado de dez em dez
segundos após o primeiro minuto) e as SMS custam 5,99 cêntimos.
Se a primeira não tem obrigatoriedade de carregamentos,
na Rede4 é necessário um carregamento mensal mínimo de
15 euros.
A médio prazo, a UZO
pretende conquistar um milhão de clientes e a Rede4 traçou
como meta os 100 mil clientes até ao final do ano.
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