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À semelhança do que sucede noutros países da União
Europeia (UE), também em Portugal os Serviços ocupam uma
posição dominante na economia, com tendência para a
continuação do crescimento.
Nos últimos 25 anos, as actividades económicas
integradas no sector Terciário, têm vindo a fortalecer o
seu papel na economia, sendo responsáveis por mais de
metade do emprego nacional. Segundo os últimos dados do
Instituto Nacional de Estatística (INE), os Serviços
empregavam 56,3 por cento da população, no primeiro
semestre do ano passado. Aliás, é a única actividade
económica que nos últimos anos tem apresentado uma evolução
positiva quanto ao emprego gerado. Em 1998, quase 2,5 milhões
de pessoas trabalhavam nos Serviços, valor que subiu para
os 2,8 em 2003. Entre as actividades que o constituem, a
categoria “Outros serviços” representa quase metade
do emprego gerado, ao passo que a categoria “Comércio
por grosso, a retalho e reparação” detém o menor
peso.
Quanto ao Valor Acrescentado Bruto (VAB), os Serviços
contribuem com 67,5 por cento, em oposição aos 4,2 por
cento conquistados pelo sector Primário (agricultura,
silvicultura e pesca). No entanto, a situação económica
também não tem sido favorável ao sector dos Serviços.
Índices do INE, publicados no mês passado, revelam que o
volume de negócios nos Serviços voltou a diminuir em
Abril, face ao período homólogo, influenciado sobretudo
pelas secções comércio por grosso e transportes,
armazenagem e comunicações. As actividades imobiliárias,
alugueres e serviços prestados às empresas contribuíram
de modo positivo para o índice global.
UE
menos confiante
Dados do Eurostat confirmam uma quebra de confiança no
sector dos Serviços. Se em 2003 houve uma forte recuperação
que se manteve no ano seguinte, 2005 tem vindo a
apresentar alguma diminuição em termos globais. O nível
de confiança dos 25 Estados-membros era de 14 no passado
mês de Janeiro, tendo decrescido para 8 no mês de Abril.
Hungria, Portugal e Reino Unido foram os únicos países a
atingir valores negativos, que oscilaram entre -1 e -6.
Por outro lado, a Suécia, Dinamarca, Estónia, Eslováquia
e República Checa apresentaram elevados níveis de
confiança, bem acima da média europeia.
Em termos globais,
“outras actividades, comércio por grosso e a retalho”
são os segmentos do sector dos Serviços que predominam
nos 25 países da UE, segundo dados do Eurostat.
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