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Na área dos transportes e obras públicas, o Programa do
Governo define cinco objectivos, tendo como base o
conceito de mobilidade sustentável. Assim, aumentar a
qualidade de vida dos cidadãos através de um sistema de
mobilidade mais “solidário”, com mais conforto e
menores tempos de deslocação; de políticas de
transporte sustentável; do respeito pelo ambiente; de
menores custos totais de transporte graças à
intermodalidade e, por último, da integração eficiente
nas redes ibéricas, europeias e transatlânticas são as
linhas de actuação.
A política governamental vai atentar na melhoria das
infra-estruturas de transporte, assegurando condições de
mobilidade dos cidadãos e a melhoria da relação espaço/tempo
dispendido. A ligação Lisboa/Porto deve demorar, no máximo,
uma hora e meia.
Por sistema de transporte, o Governo defende, para o
ferroviário, “soluções específicas de alta
velocidade” entre Lisboa e Porto. A definição do traçado
de alta velocidade, o início da construção do eixo
Lisboa/Porto e a promoção das ligações transfronteiriças
são as medidas propostas. No sistema rodoviário o
objectivo prioritário é a resolução dos problemas
financeiros e técnicos de execução do Plano Rodoviário
Nacional, tendo estabelecido como prioritário a conclusão
da rede de auto-estradas e a implementação de um
programa de monitorização, modernização e reparação
das estradas nacionais e regionais. As SCUT “deverão
permanecer como vias sem portagem enquanto se mantiverem
as condições que justificarem a sua implementação”,
verificadas através de indicadores de desenvolvimento sócio--económico
e da existência ou não de alternativas rodoviárias.
Já no sistema aeroportuário, a aposta recai num
transporte aéreo mais moderno e competitivo, respeitando
os padrões de segurança e “qualificando Portugal como
uma importante plataforma de tráfego no contexto
intercontinental”. O processo da Ota deve ser retomado e
a rede de heliportos completada. Por fim, as
infra-estruturas do sistema marítimo-portuário devem ser
optimizadas de modo a promover a competitividade dos
portos nacionais.
Até 2009: PIIP define projectos prioritários
O Programa de Investimentos em Infra-estruturas Prioritárias
(PIIP), apresentado pelo Governo no início do mês de
Julho, prevê a realização de grandes obras no sector
dos Transportes.
Com 8.311 milhões de euros, o que corresponde a 33 por
cento do total do PIIP, está na agenda, até 2009, o
desenvolvimento de projectos como a expansão da linha do
metropolitano de Lisboa, a concepção da linha ferroviária
de alta velocidade entre Lisboa e Porto e da ligação
Sines/Elvas, a conclusão da CRIL (Circular Regional
Interna de Lisboa) e a construção da auto-estrada entre
Amarante e Bragança. O tão afamado aeroporto da Ota também
está entre as obras prioritárias, projecto que conta
desde já com o interesse do sector privado. A melhoria
das ligações fluviais entre as margens do Tejo e a
aquisição de novos barcos para a Trasntejo/Soflusa são
outras medidas previstas, ao que se junta ainda a conclusão
da primeira fase do metro da Margem Sul e a reabertura do
concurso do metro do Mondego.
No total, o PIIP dispõe
de 25 mil milhões de euros distribuídos por diversas áreas
de intervenção como ambiente, energia, território e
conhecimento e tecnologias da informação e comunicação.
O Programa contempla projectos de cariz prioritário para
o País com concretização possível até 2009 e prevê
uma forte parceria entre o Estado e o sector privado, com
efeitos positivos na economia e no emprego.
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