1500 MAIORES EMPRESAS DE SERVIÇOS 

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OPINIÃO

 
 

Atílio Forte,

presidente da Confederação do Turismo Português

 

Turismo é factor de crescimento

O relatório da União Europeia sobre a competitividade em 2002, sublinha que “os Serviços constituem o principal sector de actividade económica em todas as economias” e que, em 2000, os Serviços representavam na UE cerca de 69 por cento do emprego e 70 por cento da produção

O Turismo, como grande actividade económica do século XXI, está obviamente na primeira linha, assumindo um peso crescente na generalidade das economias.

Em Portugal, a importância económica do Turismo, que coloca o País como 16º destino mundial, é relevante – 10,8 por cento do PIB, 11,1 por cento do VAB, 10,0 por cento do emprego da população activa. A estes dados importa acrescentar que as receitas externas do Turismo têm hoje um contributo decisivo para a cobertura do défice da nossa balança comercial, enquanto que os efeitos multiplicadores  que induz nas demais áreas da economia nacional deveriam merecer atenta reflexão, quando se constata que por cada cinco euros de receita turística são induzidos na economia 8,30 euros.

Estimando-se em 87 por cento o peso das PME’s no tecido empresarial português, no caso da actividade económica do Turismo, onde se desenvolvem muitas micro-empresas, esse peso é ainda mais significativo, aproximando-se dos 95 por cento. Tal origina um quadro revelador das peculiaridades da actividade. Por um lado, à semelhança do que sucede por todo o mundo, assistimos a um crescente envolvimento de praticamente todos os grandes grupos económicos nacionais na actividade turística, seja através de projectos que mobilizam investimentos consideráveis, seja pela via de aquisições, enquanto muitas médias empresas afirmam a sua vitalidade e crescimento, mesmo no plano da sua internacionalização, com novas iniciativas. Por outro lado, continua a assistir-se à constituição de muitas micro e pequenas empresas na multifacetada actividade turística.

Este cenário, sendo revelador da pujança da actividade, da sua enorme importância para o futuro do País, não esconde os grandes e variados constrangimentos com que se defronta, muitos dos quais põem em causa a competitividade da nossa oferta turística.

Com o recente aumento da taxa do IVA de 19 para 21 por cento, o diferencial fiscal com Espanha ficou de tal forma acentuado em matéria de fiscalidade em serviços turísticos, que a nossa capacidade concorrencial, se era já frágil, ficou mais enfraquecida. Se acrescentarmos problemas diversos relacionados com a envolvente da oferta, sem esquecer as gravosas questões burocráticas, encontramos um quadro contraditório. Por um lado, dispomos de uma actividade económica do Turismo formada por um tecido empresarial dinâmico, que investe, que revela enorme capacidade de inovar, para atender tendências e exigências de mercados e consumidores. Por outro lado, não dispomos de políticas, estratégias, nem de mentalidades que apostem no desenvolvimento de uma cultura de Turismo no País, quando precisamos de rapidamente implementar medidas e modelos que nos conduzam a um futuro de sucesso.

 

Apresentado estudo orientador do sector

Foi considerando que era indispensável encontrar um novo quadro de referência para o Turismo nacional, que estabelecesse  as grandes determinantes para o desenvolvimento sustentado da actividade, que a Confederação do Turismo Português decidiu, há cerca de dois anos, encomendar à Saer, através de uma vasta equipa coordenada pelo Prof. Dr. Ernâni Lopes, um estudo profundo que apontasse as linhas orientadoras de um novo modelo estratégico para o Turismo português.

Intitulado “Reinventando o Turismo em Portugal”, este importante trabalho foi apresentado no 2º Congresso do Turismo de Portugal, que a Confederação do Turismo Português  organizou no Estoril, nos passados dias 4 e 5 de Julho.

Um documento que consideramos como um instrumento indispensável na avaliação do presente e no perspectivar do futuro e das novas realidades; que nos alerta para desafios e nos aponta oportunidades; inovador, quando representa a cadeia de valor do Turismo ou enuncia o modelo integrado de comercialização; mobilizador, quando inspirou o tema do congresso – “Reinventar o Turismo, Afirmar Portugal”. Por tudo isto, também não é surpresa que a edição deste estudo em livro seja já um êxito editorial.

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ENTREVISTAS

   “É irrealista que o comércio absorva o aumento do IVA”
   Portugal acompanha outsourcing internacional”

OPINIÃO

   Turismo é factor de crescimento
   Transportes precisam melhorar a competitividade  
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   Dinamizar comunicações depende do quadro legal
   SDV opera em Portugal há mais de 20 anos
   Serviços globais para um mercado global
   O Marketing de Serviços
   Servir bem o cliente
   O contributo económico dos Contact Centers
   Consultoria e outsourcing: as duas faces da moeda

ARTIGOS

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   Programa Prime é muito procurado
   Adopção de política reforça papel estratégico
   Governo aposta na mobilidade sustentável
   Rede moderna combate info-exclusão

 

 

 

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