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A disponibilização de serviços telefónicos através de
Call Centers e Contact Centers por muitas empresas
privadas e serviços da Administração Pública tem vindo
a permitir alcançar ganhos de produtividade para
Portugal. A estimativa é que o País poupe anualmente
cerca de 228 milhões de horas de trabalho, o que permite
contribuir com cerca de 937 milhões de euros de produção
por ano para o PIB.
Em termos da participação directa para o PIB, as
actividades de Contact Center deverão contribuir com
cerca de 1,3 milhões de euros por ano.
Os mais variados serviços estão hoje disponíveis 24
horas por dia e acessíveis em 100 por cento do território
nacional, desde a comunicação de leituras nas utilities,
informações de facturação nas telecomunicações,
operações financeiras na banca, informações e operações
mais variadas na Administração Pública, entre miríades
de outros. Os Contact Centers criaram um grau de
proximidade com as empresas e serviços do Estado
absolutamente inimagináveis há 15 anos.
Por outro lado, os Contact Centers contribuem hoje com
mais de 55 mil postos de trabalho em Portugal.
Segundo a Datamonitor (dados publicados em 2004), Portugal
deverá ter hoje cerca de 450 Contact Centers
(considerando apenas Contact Centers formalmente
organizados e com mais de dez posições de teleoperação)
num total de 12 mil posições de teleoperação. A nível
mundial, a Europa representa cerca de 21 por cento do
total de posições de teleoperação, enquanto que os
Estados Unidos mais de 60 por cento.
Actividades
Desde logo, as actividades de Contact Center podem
dividir-se entre recepção (inbound) e emissão
(outbound) de chamadas ou outros tipos de interacção
(email, SMS, fax, carta, etc.)
Tanto a recepção, como a emissão, são fundamentais no
relacionamento com clientes e utentes. A actividade de
recepção permite disponibilizar os mais variados serviços,
muitas vezes democratizando um acesso a esses mesmos serviços
que ainda há poucos anos estava limitado aos habitantes
das maiores cidades portuguesas.
A emissão de chamadas permite a implementação de
actividades como o seguimento das chamadas recebidas, a
comercialização de produtos inovadores, a divulgação
de informação crítica a parceiros de negócio, a
realização de inquéritos de satisfação por forma a
assegurar a melhoria contínua do serviço, etc.
Na generalidade dos países, e também em Portugal, as
actividades de emissão de chamadas para efeitos de
televendas tiveram um papel fundamental na entrada de
novos fornecedores em mercados tradicionalmente fechados.
Foi o que aconteceu em sectores como o das telecomunicações
e o das utilities, em que os clientes dos incumbentes são
normalmente muito conservadores.
Sectores
Tradicionalmente, os sectores que mais acessibilidades
promovem através dos Contact Centers são o financeiro e
o das telecomunicações.
Segundo a Datamonitor, o sector financeiro representa 23
por cento das posições de teleoperação na Europa e as
telecomunicações 14 por cento. Um outro sector com
bastante representatividade a nível europeu, mas com
pouco significado em Portugal, é o da manufactura
(produtos de grande consumo, automóvel, etc.)
A estimativa é que aqueles dois sectores representem em
Portugal mais de 60 por cento do total de posições.
Modelos
Fundamentalmente, as actividades de Contact Center são
disponibilizadas internamente (através dos Contact
Centers internos das empresas ou organismos estatais), ou
através de empresas especializadas no outsourcing deste
tipo de actividades.
A nível europeu, o outsourcing representa cerca de 12 por
cento do total de posições de Contact Center. É
claramente o sector privado que apresenta a maior taxa de
crescimento, com cerca de 11 por cento ao ano. Esta tendência
para o outsourcing é também clara em Portugal, onde o
sector factura cerca de 100 milhões de euros de serviços
de Contact Center por ano.
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