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A consultoria, entendida no sentido lato de outsourcing,
tem vindo a crescer por uma tendência natural de
especialização e verticalização das empresas e
organizações. É preciso ganhar produtividade e focus e
isso significa reduzir o número de operações fora do
core business, contratando fora esses serviços. Os ganhos
de eficácia e produtividade obtêm-se em duas vertentes;
economias de escala e de experiência.
As grandes empresas têm vindo a perceber que, mesmo que
tenham economias de escala em algumas operações não
“core”, não conseguem gerir bem as operações. A
falta de competição na área não core business não
permite às empresas clientes garantir processos de
constante actualização e de incorporação de melhores
práticas. O recurso ao outsourcing é uma forma eficiente
de trazer para dentro da organização uma melhor forma de
trabalhar.
Por outro lado, existem os vectores de
“accountability” e de visibilidade dos custos
financeiros. O outsourcing permite mais facilmente
estabelecer uma definição clara das responsabilidades e
metas a atingir no fornecimento do serviço.
Neste contexto, o outsourcing é visto como uma
oportunidade importante para melhorar a qualidade do serviço,
ao obrigar os gestores a concretizarem qual o custo e
qualidade aceitáveis com que cada operação deverá
estar a funcionar.
Áreas mais procuradas
Os serviços de consultoria na Europa têm já um peso
grande, mas ainda estão longe dos EUA nesta matéria. A
baixa flexibilidade da lei laboral europeia está a
condicionar a rapidez com que as empresas conseguem
recorrer a serviços de consultoria por forma a substituir
as suas operações internas. No entanto, o recurso a
serviços de consultoria externa e a quantidade desses
serviços é maior em economias que possuam um elevado número
de empresas grandes, pelo que Portugal e Espanha terão
sempre um menor volume do que a Alemanha, a França ou os
EUA.
Mesmo assim, a consultoria está a ter um peso crescente
nas áreas financeiras e de backoffice (auditoria,
contabilidade, recursos humanos), tecnologias de informação
e marketing, onde o know how é crucial. Nas áreas de
call centers, recrutamento ou trabalho temporário, a
procura deve-se essencialmente ao custo dessas operações.
Isto porque, usualmente, é apenas um dos factores que
lidera a decisão de recorrer à consultoria: custo ou
qualidade. Os gestores não olham inicialmente para a relação
qualidade/custo, mas apenas para um deles. Como tal os
serviços a serem externalizados são de dois tipos: ou de
baixo valor onde se procura o reduzir o custo, ou de
elevado valor onde se procura melhorar a qualidade
(mantendo o custo). Claro que uma vez tomada a decisão de
externalizar os gestores querem aumentar a qualidade e
diminuir o custo simultaneamente.
A crescente especialização
A causa da utilização
da consultoria é a especialização, o que permite às
consultoras serem mais eficientes do que os seus clientes
nessa área. A especialização da consultoria é a forma
que as consultoras têm de competir entre si e tornar as
suas operações mais eficazes num determinado vertical
relativamente às suas concorrentes.
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